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Idiotas Profissionais
IDIOTAS E IDIOTAS PROFISSIONAIS

De acordo com a Escritura, todos os não cristãos são idiotas.[1] Até alguns cristãos professos se ressentem dessa caracterização áspera e negativa dos inimigos de Deus, e assim me repudiam e criticam por falar nesse tom. Contudo, por mais que eles tentem descrever isso como sendo algo que afirmo por mim mesmo, estou meramente repetindo o que é ensinado pela Escritura. Se eles têm algum problema com isso, antes de me repudiar e criticar devem enfrentar a realidade, renegar Cristo e criticar a Escritura.

Alguns escritores cristãos são muito corteses. De fato, tão corteses a ponto de permitir que seus críticos os assombrem até a morte enquanto pacientemente explicam repetidas vezes suas visões impopulares, ainda que bíblicas. É claro que eu acredito no discurso cordial, sobretudo nos contextos em que a Escritura ordena tal coisa. Mas esses críticos geralmente não estão interessados em ouvir o que a Escritura tem realmente a dizer; querem apenas defender suas próprias opiniões e crenças antibíblicas, ao mesmo tempo insistindo que são crentes genuínos.

Minha política é que embora eu respeite e até mesmo prefira discussões teológicas polidas, se meus críticos tentarem me usar para atacar a Escritura em seu lugar, vou desmascará-los como hipócritas espirituais e criticá-los duramente pelo poder de Cristo o Logos, isto é, pela própria Escritura e Razão que eles tentam solapar.

É importante perceber que os não cristãos são idiotas e que tenho razão ao declarar isso como parte integral da abordagem bíblica na apologética. Pois se vamos enfrentar nossos inimigos intelectuais tendo a Escritura como nossa arma, é melhor aceitarmos primeiro a descrição que a própria Escritura dá dos incrédulos, que eles são estúpidos e depravados. Não é de admirar que muitos cristãos sejam apologistas tão fracos! Eles rejeitam desde o início a descrição que a própria Escritura faz da situação.

Tenho declarado repetidas vezes que a pessoa que afirma a cosmovisão bíblica e pratica a apologética bíblica pode de forma fácil e conclusiva derrotar qualquer não cristão. Não importa se o não cristão é ateu, muçulmano, budista ou católico; nem mesmo se ele é altamente instruído. De fato, já cheguei mesmo a dizer que se treinada em apologética bíblica, até mesmo uma criança com cerca de três anos de idade pode esmagar qualquer professor de ciência ou filosofia. Vou até mais longe. Eu afirmaria que até mesmo uma pessoa mentalmente limitada ou incapacitada de alguma maneira, mas apta a se comunicar com declarações truncadas (e.g., uma pessoa com Síndrome de Down), pode derrotar qualquer cientista ou filósofo não cristão.

Naturalmente, algumas pessoas conseguem argumentar com mais habilidade do que outras. E caso você seja uma criança, uma pessoa com graves deficiências mentais ou apenas uma pessoa não familiarizada com expressões técnicas, teria de pedir ao seu oponente não cristão para expressar suas ideias e argumentos numa linguagem mais simples. Entretanto, no que diz respeito à essência do debate, até onde conseguir compreender os princípios fundamentais da cosmovisão bíblica e da apologética bíblica, você também pode se tornar um apologista invencível da fé cristã contra qualquer oponente não cristão.

Com relação a isso, também declarei que embora um cientista ou filósofo não cristão possa fazer uma apresentação mais elaborada de suas visões, a essência dos seus argumentos de forma alguma é melhor do que a argumentação de qualquer outro não cristão, incluindo pessoas retardadas e mentalmente insanas. Isto é, um erudito não cristão poderia argumentar seu caso com maior precisão, coerência e minúcia, mas quanto aos méritos racionais dos seus argumentos, sua posição seria tão tola e falaciosa quanto à de qualquer não cristão analfabeto e até mesmo mentalmente incapacitado.

Isso vale não apenas quando eles falam sobre Deus ou religião, mas também sobre qualquer outra coisa. A visão sobre a realidade última, sendo última, necessariamente afeta cada aspecto da cosmovisão da pessoa; assim, se o não cristão estiver equivocado sobre a realidade última, estará equivocado sobre tudo o mais.

Afirmo tudo isso não simplesmente porque tenho prazer em insultar e fazer pouco caso dos incrédulos (embora isso também tenha o seu lugar; 1 Reis 18.27); antes, trata-se de um ensino escriturístico que poucos cristãos são fiéis em enfatizar. Aqueles que fazem de algum modo referência ao versículo, geralmente obscurecem seu ensino usando uma linguagem quase poética, fazendo a depravação e a impiedade humana, e os efeitos do pecado sobre a mente soarem quase como belos. Mas a Bíblia é dura e inequívoca sobre essa questão. Ela ensina que, com suas ideias, todos os filósofos e acadêmicos não cristãos foram tornados “idiotas” por Deus (1 Coríntios 1.20). Acerca desta expressão, até mesmo a básica e popular Concordância de Strong fornece a definição “tornar um tolo”; assim, não existe desculpa para não entender o versículo dessa maneira. Portanto, com a autoridade da Escritura, acuso de estar em pecado o cristão que distorce ou oculta este ensino, ou que busca solapar os esforços daqueles que tentam proclamá-lo.


ENSINANDO TOLICES PARA UMA VIDA

Como eu interajo quase que exclusivamente com obras de profissionais, já forneci em meus escritos diversos exemplos de como até mesmo os não cristãos mais instruídos jamais se põem, no teor dos seus argumentos, acima da estupidez da humanidade. Contudo, forneço a seguir outro exemplo com base no debate entre William Lane Craig e Walter Sinnott-Armstrong.

Sinnott-Armstrong é professor de Filosofia e de Estudos Legais na Faculdade de Dartmouth.[2] Mesmo que ele não esteja entre os melhores pensadores contemporâneos, suas credenciais e produções são pelo menos equivalentes aos de muitos filósofos profissionais. Em adição, alguém com a fama e estatura de William Lane Craig considerou válido debater com ele. Assim, que ninguém declare que eu deliberadamente escolhi um exemplar inferior para criticar.

Para mim, refutar um ateu é tão fácil quanto refutar qualquer outro, e assim não preciso usar Sinnott-Armstrong como exemplo. Mas deixe-me dizer por que o escolhi. Obtive há certo tempo atrás o livro que continha o debate, e entre outras coisas percebi suas declarações falaciosas; logo mais vou mostrá-las a você. Eu havia cogitado usar essas declarações como ilustrações em algum projeto futuro.

Então, certo dia minha esposa chegou em casa e disse ter ouvido William Lane Craig sendo entrevistado num programa de uma rádio cristã. A entrevista tinha como principal objetivo promover o livro, e o anfitrião do programa fez a Craig várias perguntas sobre assuntos discutidos no debate. Minha esposa achou as respostas de Craig muito vagas e hesitantes, e se perguntou se essas respostas fracas poderiam trazer mais dano do que benefício à causa cristã.

Eu conseguia entender seu sentimento, pois mesmo ignorando os defeitos da apologética clássica, tenho achado os argumentos e conclusões de Craig sempre tão tipicamente “modestos”, que eles são quando muito sub-bíblicos; não transparecem a confiança e certeza que um líder cristão deveria exibir em sua atitude e argumentação, sem falar de infundir essa mesma confiança e certeza em outros cristãos. De todo modo, não deixarei que o presente artigo se torne numa crítica à apresentação de Craig; estou apenas explicando por que minha esposa e eu ficamos insatisfeitos com sua apresentação.

Seja como for, enquanto passava os olhos novamente por todo o debate, percebi que seria infrutífero escrever uma resposta alternativa a todos os argumentos de Sinnott-Armstrong. Isso porque muitos dos seus desafios são voltados aos argumentos da apologética clássica ou evidencial, e nem mesmo tocam nos argumentos bíblicos ou pressuposicionais; assim, mesmo que seus argumentos fossem bem sucedidos, de forma alguma poderiam afetar a abordagem bíblica que ensino e aplico. Além do mais, seus ensaios são apresentados no contexto do seu debate com Craig, e assim, a menos que meus leitores já tenham lido o debate, eu precisaria explicar o contexto desde o início antes de apresentar minha própria resposta.

Assim, por mais que desejasse fazê-lo, não apresentarei uma crítica minuciosa aos argumentos de Sinnott-Armstrong. Antes, vou criticar um aspecto particular do seu pensamento e apresentação; diz respeito principalmente aos seus argumentos que gravitam em torno do problema do mal. Embora o produto disso não corresponda a uma destruição total de todos os seus argumentos, é suficiente para mostrar que embora ele seja professor de filosofia, sua capacidade de raciocínio não se eleva acima do ateu mediano, e logo, um idiota profissional continua sendo um idiota. Com tudo isso em mente, consideremos agora o caso de Walter Sinnott-Armstrong.

Em certo lugar, ele explica por que se preocupa tanto sobre o tópico a ponto de participar de um debate público. Ele escreve o seguinte:

Minha resposta é que sou professor, e por isso, meu trabalho é educar. Sou também filósofo. Filósofos procuram questionar suposições comuns e examinar as razões a favor e contra essas suposições. Por isso gostaria de ajudar os leitores a esclarecer as evidências favoráveis e contrárias à existência de Deus, para que possam decidir por si mesmos.[3]

Essa declaração sobre o seu objetivo é muito útil para a nossa análise, pois compromete ele a certa política intelectual que servirá de parâmetro para seus argumentos reais. E ao deixar de corresponder a esse critério, sua hipocrisia e incompetência tornar-se-ão ainda mais evidentes.

Notamos então que embora sua política expressa seja de “questionar suposições comuns”, ele depende de inúmeras suposições comuns e premissas subjetivas/intuitivas ao longo de sua apresentação.

Por exemplo, na página 34 ele escreve: “Craig ainda poderia perguntar ‘O que existe de imoral em causar danos sérios a outras pessoas sem justificativa?’ Mas parece natural responder: ‘É simplesmente assim. Objetivamente. Não concorda?’”. Não, eu não concordo. Sua resposta equivale a dizer “parece objetivo”, mas se uma crença é baseada apenas no que “parece”, ela é por definição subjetiva ao invés de objetiva. Quando você declara “parece” num contexto como este, está nos dizendo algo sobre si mesmo ao invés de algo fora de sua própria mente.

Exijo mais do que um “parece natural”; exijo uma justificativa racional. E se o que “parece natural” a você parece inatural a mim? E se o que parece natural a uma pessoa normal parece inatural a uma pessoa insana? Agora, o que é normal e o que é insano? Quem é normal e quem é insano? Como sabemos? “Parece natural” é uma justificativa adequada a todo e qualquer argumento? Caso não, quando é adequada e quando é inadequada? Como sabemos? Esse “parece natural” parece totalmente irracional, para não dizer absolutamente indolente.

Ele escreve então: “De modo similar, se olharmos detidamente a certo mal natural, como uma obstrução intestinal, e não acharmos nada que sugira uma compensação adequada, estamos justificados em crer que não há compensação adequada para este mal”.[4] Esse padrão de argumento ocorre ao longo de toda a sua apresentação; isto é, nossas investidas intelectuais subjetivas na situação são supostamente suficientes para satisfazer a produção de uma justificativa racional ao fazermos uma inferência sobre a realidade objetiva. Sinnott-Armstrong parece pensar que a justificativa racional consiste de nossa satisfação subjetiva, e não de inferências necessárias.

Em outro lugar ele escreve: “Procuro mostrar que o senso comum leva você às premissas do meu argumento”.[5] Se é verdade ou não que o “senso comum” nos leva às suas premissas, como ele sabe que aquilo que cremos de acordo com o nosso “senso comum” é verdadeiro? Ele não desafia e também não estabelece o nosso “senso comum” como um meio confiável para a verdade, mas simplesmente o assume em seus argumentos.

Na página 145, ele diz: “Pode soar bonito dizer que Deus não está sujeito aos nossos padrões, mas por essa tática se torna obscuro o que leva Deus a ser bom. No fim das contas, precisamos usar nossos próprios padrões, pois não podemos entender quaisquer outros”. Mas não é automaticamente verdadeiro que se Deus não está sujeito aos nossos padrões, se torna obscuro o que leva Deus a ser bom. A doutrina bíblica da bondade de Deus responde a questão, e Sinnott-Armstrong deve confrontar a doutrina antes de fazer essa declaração; isto é, ele deve estabelecer que a Bíblia não é a revelação escrita de Deus.

Então, note o que ele diz: “precisamos usar nossos próprios padrões, pois não podemos entender quaisquer outros”. Mas esta é uma razão puramente pragmática, não lógica. Equivale a dizer: “precisamos fingir que isso é verdade, pois temos apenas isto”. E quem é ele para falar por todos nós? Só porque ele não pode “entender quaisquer outros”, não significa que todos nós não possamos; só porque ele é estúpido e ignorante, não significa que ele pode arrastar todos nós consigo. Mas mesmo que não possamos “entender quaisquer outros”, isso não significa que devemos fingir que o padrão que temos é verdadeiro. Por que não nos resignar com o ceticismo e a ignorância? Além disso, filósofos constantemente debatem quais deveriam ser os “nossos padrões” em primeiro lugar. Eu argumento que os padrões bíblicos é que deveriam ser os “nossos padrões”.

Sinnott-Armstrong conclui o debate dizendo: “Em contraste, tentei basear meus argumentos em padrões consensuais de crença racional e compensação adequada”.[6] Assim, ele parece ter esquecido completamente durante todo o debate que havia dito “Sou também filósofo. Filósofos procuram questionar suposições comuns e examinar as razões a favor e contra essas suposições”.

O único modo de reconciliar sua política intelectual explícita (questionar suposições comuns) com sua estratégia real de debate (apelar ao senso comum) é ele fazer uma distinção clara entre suposições comuns e senso comum. Isto é, suposições comuns se referem a certas crenças compartilhadas, ao passo que senso comum refere-se a uma capacidade ou intuição intelectual compartilhada que não possui conteúdo. Mas se é isso o que ele faz, um filósofo profissional deixar este ponto sem explicação quando as duas coisas são tão facilmente confundidas ou mesmo identificadas é ainda injustificável.

Em todo o caso, mesmo que Sinnott-Armstrong faça uma distinção clara entre suposições comuns e senso comum, inúmeros problemas permanecem. Por exemplo, se o senso comum se refere apenas a uma capacidade ou intuição intelectual compartilhada sem conteúdo, como esse “senso”, que é tão comum, poderia produzir essas “suposições” comuns que ele agora desafia usando o “senso” comum? Isto é, se o “senso” e as “suposições” se contradizem mutuamente, como podem ser “comuns”?

Talvez as suposições comuns (que Sinnott-Armstrong desafia) foram adotadas porque as pessoas falham em usar o senso comum, em cujo caso o senso comum se refere a uma capacidade ou intuição comum que não é geralmente usada. Ou as suposições comuns foram produzidas por uma falha comum no pensamento, que fez as pessoas desviarem do seu senso comum. Mas no que consiste então essa “falha”? A “falha” não é parte do “senso”? Por quê? Como ele sabe? Essas duas visões têm problemas, mas já complicamos por demais a questão.

A verdade é que Sinnott-Armstrong não faz uma distinção clara entre suposições comuns e senso comum. Ele escreve:

Em contraste, tentei basear meus argumentos em padrões consensuais de crença racional e compensação. Estes princípios não se restringem aos ateus. A maior parte dos cristãos usa os mesmos padrões em sua vida cotidiana. Mais importante, esses princípios são aceitos por quase qualquer pessoa que não esteja previamente comprometida a favor ou contra a existência de Deus. Isso as mantém em pontos de partida neutros.[7]

Ele identifica os “padrões consensuais” com “estes princípios”. Em outras palavras, por senso comum ele não se refere a um potencial ou capacidade intelectual compartilhada à parte de qualquer conteúdo, mas a crenças comuns reais. Isto é, em sua mente os padrões consensuais são suposições comuns. Mas se a tarefa do filósofo é “questionar suposições comuns”, por que afinal ele não questiona as próprias suposições comuns (“princípios”, “padrões” etc.) que está usando, e das quais dependem seus argumentos?

Ele tem afirmado que argumenta contra a existência de Deus porque é seu trabalho, como filósofo, questionar suposições comuns, mas então ele volta atrás e argumenta como se a verdade fosse uma questão de consentimento e opinião popular. Em outro contexto ele poderia desafiar a mesma falácia em seu oponente, mas quando não possui justificativa, emprega a estratégia do “todo mundo sabe”. Observe que seu erro não está oculto, mas que os dois lados da sua autocontradição são explicitamente declarados. Por um lado, no entender dele a própria razão do debate é questionar suposições comuns, mas por outro, ele baseia partes essenciais dos seus argumentos em princípios comuns (“suposições”, “padrões” etc.) sem primeiro questionar ou justificá-los.

Embora erros gritantes permeiem toda a sua apresentação, esse apelo ilegítimo à opinião popular é a única asneira filosófica que pretendo registrar. Todavia, como o parágrafo supracitado contém afirmações adicionais, vou tratar delas brevemente antes de seguir adiante.

Ele diz que os princípios comuns nos quais baseia seus argumentos são afirmados não somente por ateus, mas também por cristãos. Mesmo que seja verdade, isso não mostra que seus argumentos são verdadeiros, pois ele ainda precisa estabelecer esses princípios; eles podem quando muito servir de base para um argumento ad hominem. Isto é, talvez esses princípios comuns sejam falsos, e assim tanto ateus quanto cristãos estariam errados em crer neles. Mas eu disse que eles podem “quando muito” embasar um argumento ad hominem porque não podem nem mesmo fazer isso, já que são apenas princípios com os quais supostamente consentimos em nossa “vida cotidiana”. Ele ainda precisa demonstrar que esses princípios que aplicamos em nossa “vida cotidiana” necessariamente se aplicam no presente debate.

Mas sua justificativa é ainda mais fraca. Como ele apela a esses princípios supostamente comuns como premissas essenciais dos seus argumentos (e não como mera opinião pessoal que não afeta a validade dos seus argumentos), isso significa que é igualmente essencial aos seus argumentos que esses princípios sejam de fato comuns. Ele falha em mostrar ou mesmo tentar estabelecer isso; ele simplesmente afirma repetidas vezes a natureza comum das suas premissas. Em outras palavras, ele diz “todo mundo sabe” quando de fato ninguém sabe se todo mundo sabe. Como ele sabe no que  “a maior parte dos cristãos” acredita? Ele ao menos sabe no que a maior parte dos ateus acredita?

A declaração seguinte é no mínimo igualmente problemática: “Mais importante, esses princípios são aceitos por quase qualquer pessoa que não esteja previamente comprometida a favor ou contra a existência de Deus. Isso as mantém em pontos de partida neutros”.

Ele diz que suas premissas são aceitas por quase todas as pessoas neutras. Como ele sabe disso? E quem são essas pessoas neutras? Onde elas estão? Como ele sabe que é possível ser neutro sobre a existência de Deus? E como ele sabe que essas pessoas são neutras? E se existem tantos ateus e pessoas neutras assim por aí, por que as crenças dos cristãos são consideradas “suposições comuns” que ele afirma ser sua tarefa desafiar, como filósofo?

Ele fala como se quase cem por cento da população humana já afirmasse suas premissas essenciais, mas sendo assim, resulta que suas premissas são muito mais comuns. Neste caso ele não deveria começar desafiando estas suposições comuns ao invés das cristãs, que agora não parecem assim tão comuns? E mesmo existindo coisas tais como “pontos de partida neutros”, por que eles estão isentos de uma análise crítica? Eles não são muito mais perigosos, já que são tão comuns e aparentemente neutros, podendo ser assim facilmente negligenciados?

Afirmar que uma pessoa deveria argumentar de pontos de partida neutros implica outro problema, qual seja, poderíamos perguntar se a visão de uma pessoa acerca da neutralidade é em si neutra. Para Sinnott-Armstrong, ser “neutro” é não estar “previamente comprometido” (pelo menos neste tópico do debate), mas ele é neutro sobre neutralidade ou está “previamente comprometido” com a neutralidade? Se ele está “previamente comprometido” com a neutralidade, por que deveríamos confiar nele quando fala sobre neutralidade?

Se eu assumo isso como o próprio ponto do debate ― isto é, se proponho discutirmos se deveríamos ser neutros sobre neutralidade, e se proponho que deveríamos primeiro definir esta questão como uma precondição lógica necessária para o debate sobre a existência de Deus ―, Sinnott-Armstrong vai apelar novamente aos pontos de partida neutros a fim de estabelecer sua preferência pelos pontos de partida neutros? Isto é, ele vai apelar às suposições comuns das pessoas que são neutras (não “previamente comprometidas”) sobre neutralidade (se é que existem tais pessoas) para então argumentar por sua preferência pela neutralidade?

Segundo o seu padrão, ele deve encontrar pessoas que são neutras sobre neutralidade, descobrir qual é a posição destas pessoas com respeito a coisas relevantes à neutralidade e usar então estas crenças como supostos pontos de partida neutros para argumentar por sua preferência por pontos de partida neutros. Mas você sabe o que acontecerá depois disso? Vou sugerir que, como precondição lógica necessária para o debate sobre ser neutro com respeito à neutralidade, devemos primeiro discutir se aqueles que são neutros acerca da neutralidade foram neutros sobre ser neutro acerca da neutralidade, e assim por diante. Isso leva a um regresso infinito, e também significa que antes de tudo, Sinnott-Armstrong não tem prerrogativa racional para os seus supostos pontos de partida neutros no debate sobre a existência de Deus.

Perceba até que ponto sucumbiu a raça humana, até onde vai a estupidez de uma pessoa! Assim como todos os demais eruditos não cristãos, Sinnott-Armstrong é uma fraude intelectual. Ele se passa por filósofo profissional, e afirma ser uma pessoa que examina as suposições subjacentes às crenças das pessoas. Contudo, ele recorre à intuição subjetiva, ao senso comum e à opinião popular em pontos essenciais dos seus argumentos. Professor de filosofia? Eu não lhe confiaria nem mesmo a função de ensinar debates na escola primária. Ele faria melhor se perambulasse pelas ruas catando latas de soda ― ao menos ganharia a vida honestamente. Onde estão os eruditos? Onde estão os filósofos? Onde estão os professores deste mundo? Porventura não fez Deus migalha dessa gente?

Você poderia exclamar: “O quê?! Ele alega ser filósofo, e é assim que argumenta? O que há de errado com ele?!” Eu já disse a você ― ele é um idiota. E não esqueça, ele é um filósofo profissional instruído e experiente, e não simplesmente um vagabundo bêbado. Mas enquanto permanecer incrédulo e rejeitar a sabedoria divina, tudo o que ele pode fazer é revestir sua estupidez com um pouco de elegância. Ainda que alguns filósofos possam fazer uma apresentação mais cuidadosa, nenhum deles é racionalmente superior na essência dos argumentos. Se eu posso demoli-los, você também pode. O que você precisa é aprender como pensar de forma bíblica e lógica, e ganhar confiança na superioridade da sabedoria divina.


VOCÊ NÃO PODE CHEGAR LÁ A PARTIR DAQUI

Por que os não cristãos argumentam como Sinnott-Armstrong e ainda por cima pensam que fazem argumentação válida? É porque não podem chegar às suas conclusões desejadas por inferências necessárias, e por isso simplesmente fazem um acordo e redefinem o padrão de argumentação racional a um ponto bem mais baixo, isto é, ao ponto de se tornar completamente inválido. Assim, a argumentação “válida” é definida por concordância, não por necessidade lógica.

Logo no início de seu debate com Craig, Sinnott-Armstrong escreve:

Se não nos fosse permitido chegar a qualquer conclusão sem estarmos completamente certos, jamais poderíamos alcançar qualquer conclusão sobre um assunto importante, pois jamais podemos estar completamente certos sobre qualquer coisa importante (pelo menos se for controversa). A exigência de certeza leva à ignorância e inércia.[8]

Trata-se de uma confissão importante. Sinnott-Armstrong admite que ele “jamais pode estar completamente certo sobre qualquer coisa importante”.[9] Ou seja, as conclusões dos seus argumentos jamais são alcançadas por inferências necessárias a partir de premissas, mas por saltos lógicos, e é isso o que faz suas conclusões serem “incertas”, ou como eu poderia dizer, inválidas e irracionais, para serem desconsideradas num debate racional.

Embora ele acrescente “pelo menos se for controversa”, isto de fato não ajuda; ao contrário, confirma que para ele validade e certeza estão diretamente relacionadas à concordância, não à necessidade lógica. A implicação é que uma conclusão será mais “certa” quanto mais incontroversa e aceita por concordância; sua certeza não é medida no rigor lógico pelo qual é alcançada. Por outro lado, ele afirma mais adiante que um filósofo deve “questionar suposições comuns”!

É claro, alguns não cristãos ainda insistem em definir raciocínio válido por necessidade lógica, mas então enfrentam o problema de não poderem formular argumentos válidos. Entre as pessoas cientes desse dilema, algumas desistem da possibilidade de obter qualquer conhecimento positivo e se tornam céticas e agnósticas. Entretanto, conforme demonstrei em outro lugar, elas não podem se manter logicamente nessa condição, pois o ceticismo e o agnosticismo são autocontraditórios. Elas devem adotar a cosmovisão bíblica ou se tornar insanas. A maior parte escolhe a segunda opção.

Sinnott-Armstrong percebe que não pode demonstrar logicamente “qualquer coisa importante”,[10] e faz então da lógica e da certeza uma questão puramente pragmática. Ou seja, ele diz que se realmente precisamos estar completamente certos, jamais poderíamos alcançar qualquer conclusão sobre um assunto importante. Então, ao invés de dizer “Portanto, jamais podemos alcançar qualquer conclusão sobre um assunto importante”, ele na verdade diz “Mas desejamos alcançar algumas conclusões a qualquer preço, e assim, vamos simplesmente mudar as regras”. Isto é, “Se seguirmos as regras, jamais chegaremos lá; mas queremos chegar lá, assim, vamos simplesmente mudar as regras”. Embora não possa escapar logicamente do ceticismo, ele permanece fora do ceticismo apenas porque não gosta dele e deseja preservar o direito de fazer afirmações sobre várias coisas, mesmo não tendo tal direito.

Não cristãos não estão apenas praticando, mas também ativamente ensinando essa redefinição pragmática da racionalidade. Mais uma vez, estamos cientes de que alguns não cristãos ainda pensam que podem estabelecer suas conclusões por necessidade lógica, mas eles realmente não podem. De fato, na essência, nenhum dos seus argumentos é racionalmente superior aos de Sinnott-Armstrong. A diferença é que eles se recusam a admitir isso; é uma forma de autoilusão diferente da demonstrada por pessoas como Sinnott-Armstrong. Assim, uma das coisas que deveríamos fazer ao debater com essas pessoas é mostrar que seus argumentos são igualmente falaciosos. No entanto, questionamos agora aqueles não cristãos (muito mais numerosos do que você imagina) que reconhecem não poder demonstrar “qualquer coisa importante” (eu diria “absolutamente nada”) por necessidade lógica, mas que ainda querem se ter por racionais, e por isso simplesmente redefinem a racionalidade e o raciocínio válido.

Usarei a seguir David Zarefsky como exemplo. Entre suas inúmeras credenciais e produções, Zarefsky é professor de Argumentação e Debate e de Estudos de Comunicação na Universidade de Northwestern. Como no caso de Sinnott-Armstrong, que ninguém declare que eu deliberadamente escolhi um exemplar inferior como exemplo da tolice não cristã.

Em seu plano de ensino para um curso de argumentação,[11] ele faz referência à dedução e indução, e expressa sua visão sobre a validade lógica nessas condições; assim, seria útil definir sucintamente e revisar as diferenças.

Dedução é o processo de raciocínio em que a conclusão é inferida de premissas por necessidade lógica; por outro lado, indução é o processo de raciocínio em que a conclusão não é inferida de premissas por necessidade lógica. Na dedução, a conclusão inclui somente informação contida e necessariamente implicada nas premissas; mas na indução, a conclusão inclui nova informação não contida e necessariamente implicada nas premissas. [12]

Em outras palavras, um argumento indutivo produz uma conclusão que está supostamente, mas não necessariamente implicada nas premissas. Por esse motivo a indução é sempre uma falácia formal; isto é, a conclusão nunca é certa, nunca é estabelecida racionalmente. De fato, como a conclusão não está necessariamente implicada nas premissas, não há como logicamente mostrar que existe de fato alguma relação necessária entre a conclusão e as premissas.

Com isso em mente, ele escreve: “O raciocínio formal não é visto como o modelo de argumentação na erudição recente”.[13] Por “raciocínio formal” ele se refere à dedução, quando “uma pessoa de fato raciocina numa forma silogística”.[14] No seu entender, “a maior parte das argumentações não é representada por uma forma na qual a conclusão não contém informação nova”.[15] Mas ao contrário do que eu faria, ele não conclui que “Portanto, a maior parte das argumentações é falaciosa”. Ao contrário, ele diz que a argumentação “envolve capacitar uma audiência a se mover daquilo que já se conhece e acredita para uma nova posição”, e “Esse movimento envolve um salto de fé que o argumentador busca justificar”.[16]

Ele segue adiante e diz: “O julgamento é necessário porque a prova absoluta não é possível, ainda que decisões devam ser tomadas”.[17] Em outras palavras, a subjetividade é introduzida no processo por questões pragmáticas, porquanto “decisões devam ser tomadas”. Ele continua: “Busca-se o julgamento ao dar-se razão suficiente para que um ouvinte crítico sinta que se justifica a aceitação da afirmação”.[18] Ao invés de objetiva e logicamente demonstrada, a afirmação é “aceita” até onde o ouvinte “sinta” que ela se justifica. Assim, para Zarefsky “A adesão do ouvinte crítico torna-se o substituto da prova absoluta”.

Em outras palavras, os filósofos não cristãos percebem que a dedução é, no entender deles, irrealista e amiúde impossível, e por isso decidem abandoná-la, para em seu lugar confiar nos julgamentos subjetivos dos argumentos indutivos.

Mas isso então significa que todos os seus argumentos são logicamente inválidos. Zarefsky reconhece: “Aplicar o conceito de validade além da lógica formal é enganador”.[19] Por quê? “Uma vez que a afirmação não segue da evidência com certeza, não podemos dizer que, sendo a evidência verdadeira, a afirmação deve ser verdadeira”.[20] Podemos perguntar: “Se a afirmação não segue com certeza, então de fato segue?” Em todo o caso, o que ela faz? Ele então diria, “Portanto, devemos reconhecer que nossos argumentos são inválidos, e devemos ser honestos em reconhecer que nossas conclusões são meras opiniões e especulações subjetivas não racionais ou mesmo irracionais”?

De jeito nenhum! Ao invés de dizer que todos os seus argumentos cotidianos são inválidos, ele com efeito diz: “Vamos redefinir a validade! Vamos concordar que até mesmo os nossos saltos de fé são logicamente válidos!”[21] Você poderia dizer, “Mas ainda precisamos ter ‘controle sobre o processo de raciocínio’,[22] não é mesmo?” “Certamente”, responde Zarefsky, “esta função é realizada focando a experiência ao invés da forma”.[23] Ou seja, ao invés de pensar na validade como uma questão de inferência necessária, ele propõe que “se desenvolve gradativamente uma tendência geral de certos padrões de raciocínio produzirem resultados bons ou maus”.[24] Tal como Sinnott-Armstrong, ele faz do raciocínio uma questão estritamente pragmática ao invés de racional. É também sugestivo que seu curso seja intitulado “Argumentação: o estudo do raciocínio útil”, ao passo que se fosse eu a ministrar um curso de argumentação, chamaria de “Argumentação: o estudo da inferência necessária”.

Você percebe, não cristãos renunciam à racionalidade, pois não podem arcar com suas demandas. No entanto, eles fingem seguir o raciocínio, e querem se ter por racionais. Assim, redefinem racionalidade como uma questão de concordância ao invés de necessidade lógica. Eles não podem ir “daqui” para “lá”, mas ainda querem chegar “lá”; assim, decidem dar simplesmente um salto de fé. Se parece irracional e inválido, eles precisam meramente concordar em definir isso como racional e válido.

Portanto, para deixar claro, sua estratégia é: “Se você não pode ir daqui para lá, simplesmente trapaceie. E se todos trapacearmos, ficaremos com uma boa imagem aos olhos uns dos outros. Embora nossas conclusões sejam alcançadas por saltos de fé, ainda gostaríamos de pensar que somos racionais; assim, simplesmente concordemos que somos racionais, qualquer que seja o preço”. Em outras palavras, é racionalidade por concordância ou pura fantasia, e não por necessidade lógica ou inferência necessária.

Você poderia exclamar: “O quê?! Eles são estúpidos ou algo assim?” Sim, eles são estúpidos, e são os mesmos idiotas que atacam sua fé e dizem que você é irracional. São atrevidos e desonestos. Eles percebem que é impossível permanecer racional à parte da confiança na revelação de Deus, mas se recusam a admitir isso. A abordagem pragmática resulta da constatação que eles não podem chegar via dedução às conclusões que desejam provar, pois com base em suas epistemologias não cristãs seria impossível partir de premissas autoautenticáveis ― das quais poderiam deduzir conclusões verdadeiras por necessidade lógica. E muito embora alguns não cristãos ainda tentem viver à altura do padrão da dedução, não podem fazê-lo com base em suas epistemologias e princípios primeiros não cristãos. Portanto, de uma forma ou de outra, vencemos.


CRISTO, NOSSA RAZÃO ― RAZÃO, NOSSA ARMA

A Bíblia diz que Cristo é o Logos de Deus ― ou seja, a Palavra, a Sabedoria, a Lógica, ou a Razão de Deus (João 1.1). Portanto, quem rejeita Cristo rejeita a própria Razão. Aqueles que atacam o cristianismo lutam contra a Razão, e assim, que não se repita mais que os incrédulos usam razão ou lógica para desafiar o cristianismo ― isso jamais ocorre. Antes, sua estratégia é atacar a nossa fé com declarações e especulações irracionais e injustificadas. Por outro lado, Cristo é o nosso defensor, e a Escritura/Razão, nossa arma.

Os não cristãos revindicam a posse da Razão, e isso confunde muitos cristãos desinformados. Mas como ilustrei acima, mesmo que os não cristãos tentem sustentar a Rocha da Razão em seus próprios ombros e proclamá-la como seu Deus e eles como seus servos, eles não podem arcar com as suas demandas; no fim das contas a Razão os sufoca e esmaga. Eles resvalam por debaixo dela, tentam se justificar e também redefini-la. Então eles encaram a ideia de que poderiam juntos remendar uma grande bola de esterco e chamar isto de Razão e Lógica ― ela é muito mais leve, e por certo ninguém perceberia! Mas o apologista bíblico esmagará tanto eles como sua bola de esterco com a Rocha da Razão, a qual eles com tanta dificuldade procuram evitar.

Utilizei Sinnott-Armstrong e Zarefsky apenas como exemplos, mas todos os demais pensadores não cristãos estão no mesmo patamar de pobreza mental. Seja Michael Martin, Kai Nielsen ou qualquer outro não cristão no passado ou presente, não faz qualquer diferença. Seu irracionalismo está necessariamente vinculado à rejeição da cosmovisão bíblica; qualquer um que brincasse no estrume acabaria fedendo. E como sua forma de argumentação não apenas é inadvertidamente praticada, como também deliberada e sistematicamente ensinada aos seus estudantes, futuras gerações de não cristãos podem apenas se tornar piores.

Isso nos leva a um aspecto importante citado inicialmente. Poderia até mesmo uma criança derrotar esses professores não cristãos em um debate? Certamente, caso a criança fosse apropriadamente treinada por seus pais e pastores. Deus já fez todos os incrédulos tolos (1 Coríntios 1.20), e se deleita em usar as coisas humildes para humilhar as orgulhosas (v. 28). Embora todos os cristãos devessem participar, quem melhor para desconcertar eruditos não cristãos do que as crianças, os mentalmente incapacitados e os analfabetos? Mas para obter êxito, eles devem abraçar Cristo como sua Razão e afirmar toda a Escritura como a revelação de Deus. Por isso, devem ser ensinados apropriadamente.

Pais, ensinem teologia sistemática e apologética bíblica aos seus filhos. Vocês deveriam começar isso tão logo eles iniciem o aprendizado de um idioma. Ensinem seus filhos a pensar bíblica e logicamente. Ensinem eles desde o começo a estimar o que Deus estima e a desprezar o que Deus despreza.

Pastor, pregue sobre a tolice dos incrédulos ― exponha-os! Use-os como exemplos públicos e mostre a seu povo como destruir racionalmente os incrédulos e reduzi-los a nada. Você encontrará os piores argumentos até mesmo nas suas melhores obras literárias. Transmita ao seu povo a habilidade, o conhecimento e a confiança que eles necessitam para enfrentar os incrédulos e vencê-los. Nosso objetivo é a humilhação e a aniquilação completa da erudição não cristã; nosso propósito é usar a Razão para golpear as costas e esmagar a cabeça dessa erudição até que ela se curve perante o trono de Cristo. Para isso, devemos labutar a fim de erguer um exército de apologistas bíblicos, capazes de demolir de forma decisiva qualquer não cristão em um debate.

É claro, alguns de vocês ainda são hesitantes; ainda estão algemados pelo padrão do discurso e decoro social imposto pelos não cristãos.[25] Trata-se de um mecanismo de defesa que eles instalaram em suas mentes para que eles possam se salvaguardar da Razão. Parem de ser estúpidos! Parem de ser fracos! Parem de adular e romancear aquilo que Deus condenou. Antes, estejam alinhados com o método bíblico e o tom da proclamação e defesa do evangelho. Levantem-se e tomem seus lugares no exército de Deus, e lutem por sua causa.

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1. Forneci uma justificativa bíblica para essa declaração em vários pontos dos meus escritos, e assim não a repetirei aqui. Veja Vincent Cheung, Teologia Sistemática, Questões Últimas, Confrontações Pressuposicionais, Apologética no Diálogo, Commentary on Ephesians e “Um idiota com qualquer outro nome”; Douglas Wilson, The Serrated Edge: A Brief Defense of Biblical Satire and Trinitarian Skylarking (Canon Press, 2003); Robert A. Morey, “And God Mocked Them” (áudio); e James E. Adams, War Psalms of the Prince of Peace: Lessons From the Imprecatory Psalms (Presbyterian and Reformed Publishing Company, 1991).
2. Faculdade americana de prestígio situada na cidade de Hanover (New Hampshire, EUA). [N. do T.]
3. William Lane Craig e Walter Sinnott-Armstrong, God? A Debate Between a Christian and an Atheist (Oxford University Press, 2004), p. 81.
4. Ibid., p. 95.
5. Ibid., p. 144.
6. Ibid., p. 149.
7. Ibid.
8. Ibid., p. 95.
9. Ele aplica o “nós” a todos nós, mas eu respondo: “Fale por si mesmo!” Ele não nos representa quando nossa cosmovisão e argumentos diferem dos seus e são imunes ao problema.
10. Quero lembrar a você que ele pode falar apenas por si mesmo.
11. David Zarefsky, Argumentation: The Study of Effective Reasoning, Parte 1 e Parte 2 (The Teaching Company, 2001).
12. Zarefsky concorda com estas definições (Argumentation, Parte 1, p. 13-15).
13. Parte 1, p. 15.
14. Ibid.
15. Ibid.
16. Ibid.
17. Ibid., p. 17.
18. Ibid.
19. Parte 2, p. 8.
20. Ibid.
21. Ibid., p. 8-10.
22. Ibid., p. 8.
23. Ibid., p. 9.
24. Ibid.
25. Veja Vincent Cheung, “Um idiota com qualquer outro nome”.


Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto
Revisão: Marcelo Herberts
 

Apologética

"Nosso objetivo é a total humilhação e aniquilação da erudição não-cristã; nosso propósito é golpear as suas costas e esmagar a sua cabeça com a Razão até que se curvem diante do trono de Cristo."